Muitas vezes surge uma certa idéia de sair da Putaria, de parar de beber, não sair sem um motivo forte de comemoração e outras coisas que uma pessoa de vida pacata deve fazer…
Mas percebo que essa não é minha natureza… Nas minhas artérias e veias circula um sangue distinto, um DNA que atravessa gerações, uma personalidade que é escrava da Putaria.
Percebo isso quando de repente, estou aqui sentado, lendo algo e me bate uma vontade repentina, e sem precedentes, de querer sair no meio do mundo doido, comprar um cachaça numa cidade, o limão em outra e tomar a cana numa terceira cidade, no meio de um tiroteio de gente no meio de uma indistinguível zuada, voltar pra casa 7 dias depois de ter saído, num cavalo de crina loira, com a placa do carro que troquei no cavalo pendurada nas extremidades do tal cavalo, puxando um rebanho de 23 vacas brancas, cada uma com um nome de mulher que comece com cada letra do alfabeto, e um microsystem à pilha tocando Filho Adotivo do Sérgio Reis… E sabendo que a puta mais valente da região chora e desmaia só de ouvir o nome Adriano do Oziel…
É estranho, mas é ao ter esse tipo de vontade repentina é que percebo que a Putaria tá no meu sague e que é pra ela que devo minha fidelidade.
Um abraço.
Por Adriano Braga



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