François Marie Arouet (Voltaire)

Je ne suis pas d’ accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu’à la mort pour que vous ayez le droit de le dire.

{Não estou de acordo com o que Vossa Senhoria diz, mas lutarei até a morte para que Vossa Senhoria tenha o direito de dizê-lo.}

(Citado por Constantino Tsallis no Boletim 037/2012 da Sociedade Brasileira de Física pci concursos)

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Quasi-fúria

Tenho o dom de identificar os malas… Hoje vindo pra faculdade de manhã bem cedo pude identificar três malacas, em pontos diferentes, mas ideais para cometerem furtos oportunistas, visando pessoas com menor capacidade de defesa.

Logo pela manhã, quando as pessoas estão indo munidas com o dinheiro necessário para passar o dia de trabalho. E numa sexta-feira, onde os malas visam arrecadar a verba pro fim de semana.

Eu vinha pra faculdade tão enfezado de uma noite não dormida, que no encontro com o último desses três meliantes, o qual flagrei avaliando o meu relógio, eu segurei o guarda-chuva fechado pela ponta, olhei pro céu pedindo a Deus para que aquele mala tentasse me roubar e então encarei ele… Mas ele mudou de calçada e passou direto.

Acho que hoje não trago qualquer resíduo de humanidade no olhar.

Realejo do dia…

Este é um post agendado no dia 8 de julho, domingo, para ir ao ar dia 14 de julho, sábado, à 1h da manhã, que deve ser a hora que estarei sobrevoando o céu cearense. Logo estou falando do passado em prol de abrir as curtas férias com esse som… Seria um pedido antecipado de desculpas? Bom, então antecipo o fim das férias e digo “Obrigado e desculpa aí qualquer coisa.”

Causo dos patos do Rui

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Foi averiguar e constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.

Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:

– Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz:

– Dotô Rui, só prá entendê…  Eu levo ou dêxo os pato?