Arquivos Mensais:julho 2011

Foo Fighters – Best of you

 

Algumas coisas tem que ser gritadas mesmo…

 

 

I swear I’ll never give in. I refuse!

 

 

É Cilada!

Não fui capaz de pensar um texto.

Paulinho da Viola – Tempos Idos

Ele sobreviveu a escola…

Breves comentários #3

Aloha

(Saibam que Aloha e Mahalo são saudações sagradas, não devem ser banalizada com o uso corriqueiro. Eu fiz a saudação no intuito sagrado, logo foi bem empregada)

Pois bem… Gostaria de comentar duas coisas que me ocorreram hoje.

A primeira trata do visível descontentamento daqueles atendentes de telemarketing que te ligam dizendo que você é uma pessoa muito especial, única, razão da paz mundial, e que todas essas virtudes, e mais outras, te deram o direito de ganhar um cartão de crédito deles… Eles deveriam ser inscritos como ONGs.

Depois de classificar todas as suas virtudes, eles perguntam o que você faz da vida, então eu sincero como sou respondo que sou Estudante.

Imediatamente o atendente muda de ânimo, sua respiração fica até ofegante. Depois de se recompor ele então fala:

- Mas o senhor só estuda? Tem alguma fonte de renda?

Dá vontade de responder que não tenho nenhuma fonte de renda, que eu vivo de doações. Ou então que eu me apresento nas praças públicas, resolvendo integrais no chão da praça com giz. Com certeza as pessoas iriam admirar aquela arte abstrata.

Mas o bom é que basta responder que você não tem nenhuma fonte de renda que a ligação é finalizada em menos de 10 segundos após o dito. Ela só fala que o banco entrará em contato em outra oportunidade e desliga.

O segundo comentário é sobre o nado sincronizado… Tomando meu café da manhã vendo as proezas da tv brasileira nas manhãs dos dias de semana eu parei na apresentação da equipe espanhola de nado sincronizado… As meninas mandaram muito bem numa performance ao som de “Stairway to Heaven” do Led Zeppelin.  

Camaradas, minha ignorância sobre o esporte me faz concluir que esse é um esporte puramente feminino… Já que fica evidente que uma performance masculina deste esporte seria no mínimo constrangedor.

Escorpião Rei…

Hoje me tornei o herói da Rua. O protetor das senhoras desamparadas que sofrem aterrorizadas pelo aparecimento repentino de escorpiões.

Foi difícil atender o chamado, pois de início eu sequer o estava ouvindo. Aqui em casa o som fica sempre muito alto (dentro do horário regulamentado por lei) e hoje não seria diferente. O som alto não me deixou ouvir o pedido de socorro de uma senhora, nossa vizinha, que estava sendo aterrorizada pelo aparecimento de um escorpião em sua casa.

No intervalo de uma música e outra, o som baixo me possibilitou ouvi-la. A julgar que a pobre senhora já se encontrava clamando pelo nome do  11º apóstolo, Simão, então ela já estava chegando ao fim das suas esperanças.

Fui então prontamente atendê-la… Na verdade eu sai do quarto mais abusado que pedreiro em loja de materiais de construção falando “mas que PUTAQUEPARIU é essa?” e botei a cabeça pela janela iniciando o diálogo a seguir:

- Que foi?

- Moço, me ajuda. Tem um escorpião na minha casa, moço. Não… é sério, moço. Me ajuda.

Olhei profundamente em seus olhos pra verificar se aquela não era uma mera artimanha para de algum modo se aproveitar da minha inocência. Mas vi que naqueles olhos havia terror, e falei:

- Estou indo, vou calçar o tênis.

- Obrigado, moço.

Fui lá então, pedi uma vassoura com a autoridade de quem pede uma fuzil e perguntei onde estava o problema. Ela imediatamente me deu a vassoura e me mostrou o bicho.

Há duas coisas que um homem tem que ter bem definido em sua vida… São seus objetivos e seus temores. No momento que vi o escorpião eu defini que meu objetivo era matá-lo e que meu temor era ele. O bicho era medonho.

A pobre senhora, quando o escorpião se moveu, talvez por prever minha patética ação, deu cerca de 7 voltas pelos cômodos da sala ultrapassando os obstáculos que casualmente servem de mobília para uma casa modesta, porém aconchegante. Nesse ato tresloucado de correria e gritos ela começou a exaltar a minha coragem repetindo várias vezes que eu era um rapaz muito corajoso.

Apesar do meu medo, vê-la naquela situação de correria e saltos dizendo que eu era corajoso me deu forças para superar o meu medo e enfrentar a criatura que naquele momento atormentava não só a ela como também a mim.

Sabe aqueles instantes em que tudo parece passar em câmera lenta? Pois então… No momento que eu mirei a vassourada no pobre animal, com a certeza que aquele único golpe seria suficiente para nos salvar, e sabendo que se eu errasse nós estaríamos numa enrascada, pois seria a vez da criatura contra-atacar, eu então comecei esse instante de câmera lenta e pude sentir que estava ouvindo a música Bridge Over Troubled Water na interpretação de Elvis Presley. Essa música diz:

When you’re weary, feeling small. When tears are in your eyes, I will dry them all. I’m on your side. When times get rough and friends just can’t be found. Like a bridge over troubled water, I will lay me down.

Então eu apliquei a vassourada ao mesmo tempo que bradava o verso “Oooooooh like a briiiiidge over troubled water, I wiiiill laaaaaay me dooooown”.

Lá estava ele, completamente irreconhecível. Morto. E a senhora então parou de dar voltas e nossos olhos se encontraram. Foi um momento único. Arrepiante. Não precisávamos de palavras, só os olhares nos bastaram. Estávamos salvos.

Entreguei a vassoura então para ela com a autoridade de quem cumpriu seu dever e parti para minha casa com a cabeça erguida.

Mas agora estou eu aqui em casa, atormentado, e qualquer coceirinha que sinto no pé já saio dando chute, pernada e rasteira em tudo que vejo pela frente achando que é algum escorpião vingador em busca de fazer justiça com as próprias mãos.

Senhores, a guerra não dignifica o homem. A Guerra o destrói.

Grato.

Sobre os propósitos da cegueira…

Existe uma prática muito antiga, talvez não extinta (infelizmente), onde criadores de aves furavam-lhe os olhos para que estas não distinguissem entre dia e noite, fazendo assim com que elas cantassem mais vezes durante o dia.

Essa prática se tornou comum com uma ave típica do nordeste brasileiro chamada Assum-Preto. Tal ato não só visava fazer o pássaro cantar com mais frequência, mas também tinha o intuito de deixar seu canto mais belo, já que este o fazia de forma sofrida.

Soube disso depois que ouvi uma música de Luiz Gonzaga e fiz uma rápida pesquisa. A letra da música segue abaixo:

Tudo em vorta é só beleza

Sol de Abril e a mata em frô

Mas Assum Preto, cego dos óio

Num vendo a luz, ai, canta de dor

Tarvez por ignorança

Ou mardade das pió

Furaro os óio do Assum Preto

Pra ele assim, ai, cantá de mió

Assum Preto veve sorto

Mas num pode avuá

Mil vez a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai, pudesse oiá

Assum Preto, o meu cantar

É tão triste como o teu

Também roubaro o meu amor

Que era a luz, ai, dos óios meus

Também roubaro o meu amor

Que era a luz, ai, dos óios meus.

(Assum Preto: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira )

É interessante a analogia que se faz notar com os Bluesmens cegos do Mississipi.

As analogias realmente chamam minha atenção, pois me parece muito estranho que coisas de natureza diferente se comportem de forma igual quando se faz as correlações certas entre seus dispositivos.

Entendendo a cegueira não só como uma manifesta limitação física da visão, mas como a incapacidade de perceber o real intuito dos acontecimentos. A manipulação é uma prática que só se faz possível quando o manipulado não está ciente do objetivo da manipulação.

Na política existe uma atividade de manipulação de decisões através de influências produzidas por meios lícitos, ou não, em prol de um interesse específico. Essa atividade é chamada de Lobby.

O Lobby é visto em muitos países, como no Brasil, como corrupção, e em outros países, como nos EUA, é uma atividade legal e regulamentada.

Independente da sua legalidade, os objetivos sempre são mantidos obscuros já que é um ato de manipulação.

Cada dia que se passa, mas se faz necessário a cegueira induzida que torne possível alcançar os objetivos estipulados pelos grupos que comandam as principais decisões em escala global. Isso não é teoria conspiratória, já que é a realidade. Tão pouco é algo extraordinário, já que desde as civilizações mais antigas esse método é comumente praticado.

O que é importante verificar é que a história ensinou ao manipuladores que quando a situação se torna muito opressora para a grande massa, que apesar da maioria numérica, é minoria nas decisões que regem suas vidas em escala global,  então esta, independente do grau de cegueira em que se encontra, se rebela com o intuito comum de reverter a situação de opressão.

Percebendo isso, eles agora agem não só garantindo que os reais objetivos fiquem ocultos, mas também garantindo que a grande massa se estabeleça em uma situação suportável, e é pregado que esta é a situação merecida de acordo com sua disposição e que uma melhoria só é possível mediante um esforço individual mais intenso e dedicado ao trabalho.

A massa então, alienada por um estilo de vida que impossibilita que esta reflita sobre as perguntas importantes, é iludida a trabalhar em prol da promessa de uma melhoria inatingível, tendo em vista que este trabalho é canalizado de modo a trazer melhorias somente ao grupo manipulador.

Hoje em dia cada vez menos pessoas tem grandes sonhos, grandes objetivos de realização pessoal. Estão cada vez mais comuns a existência de zumbies conceituais, que não pensam nada sobre o futuro a não ser o cálculo de quanto precisa trabalhar hoje para comprar a comida amanhã (ou qualquer outro bem que o enquadre em algum subgrupo específico).

As três grandes perguntas filosóficas que acompanham a humanidade desde os primórdios são:

  1. Quem sou eu?
  2. De onde eu vim?
  3. Pra onde eu vou?

Essas três perguntas podem se fundir em uma só que é:

Qual o intuito da Existência?

Não sei qual o intuito da mesma, mas sei que quando pararmos de perguntar o que é algo, quais suas causas e suas consequências, então camaradas, neste momento já não existiremos mais.

Sem mais.

Sinestesia…

Estranho como na ausência do mar real, eu me concentro em um só dos 5 sentidos, a audição, desligando os demais, e o mar se faz presente de uma maneira que parece superar o real… Se faz sentir de modo ideal.

é como se as notas ilustrassem o complexo movimento que alterna entre turbulências e calmarias… tão complexo que é tido como caótico. Perante um caos que só causa perplexidade. Um momento de hipnose induzida pelo simples método de não se pensar em nada por não saber o que pensar.

Dead Fish – Destruir tudo de novo

Meus caros, sua liberdade é somente “a mentira que te satisfaz”.

 

 

Aprenda com um Bêbado #2

O cara é bom…

 

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