Arquivos Mensais:agosto 2010

Contos Cariocas #2

Olá para os leitores deste genuíno meio cultural de informação.

Como prometido irei relatar aqui um conto ocorrido no Rio de Janeiro.

Após uma tarde repleta de aulas empolgantes de física, fomos tomar uma gelada (claro!) e decidimos ir à tão famosa Lapa, mais precisamente nos arcos da Lapa.

Chegamos lá estava fraco, afinal de contas era uma terça-feira à noite. Porém, como não damos viajem perdida em farras, nós decidimos animar por nossa conta a boemia carioca.  Saímos tirando reisado em tudo quanto era bar, enquanto o doutorando Brother resolveu animar sua noite incrementando ervas medicinais, mais precisamente a alfavaca braba.  Como não sou muito adepto resolvi dividir com o mestrando Braga uma gelada Skol vinda da parte final do intestino grosso de uma phoca vitulina após um dia completo de contato com uma superfície áspera de gelo (gelaaaaaaaada!). Após alguns minutos de procura encontramos um bar em um cruzamento no meio do nada ( lugar ideal),  quase no mesmo instante que o Brother chegou contando as estórias da escadaria demoníaca, essa é outra estória, mas o importante é que nós nos sentamos nesse barzinho e tentamos continuar bebendo enquanto o doutorando saciava sua monstruosa fome pós-alfavaca. Depois de 4 ou 5 cervas fui ao banheiro, meio randômico passei por uma cortina de trapo, puro disfarce, o bar era na verdade uma casa de jogos. Já estava dentro, segui a orientação do dono do bar e adentrei na porta no final do corredor obscuro.

Como já estava na pontinha, fui logo apontando o jato para o sanitário quando percebi no final do compartimento escuro um branco meio reluzente (dentes e olhos), era uma negona carioca com mais ou menos 2,0 m de altura dentro do banheiro em plena posição de guerra contra o vaso sanitário. Que cena!

Ela querendo fazer o número 2 e eu o número 1. Sai às presas do banheiro alvejando minhas calças de urina rindo para caramba. Depois de alguns segundos a gigante carioca, já limpa eu creio, veio na direção da mesa e disse com todas as letras:

“ Ei moreninho, fica com medo não que você foi muito legal comigo no banheiro, se fosse outro teria era me atacado!”

Deu uma risada meia safada, soltou um selinho para nós, em especial para o  Braguinha e se foi … E o resto da noite foi de risadas sobre o tal ocorrido miraculoso.

O Tempo – para Laicos, Leigos e Loucos.

O Tempo – para Laicos, Leigos e Loucos.


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Temos o Passado como uma estória que nos contam. Independente dos meios que usamos para acessar as informações contidas nesse campo, sempre será de forma indireta, nunca se transmitirá interinamente, sempre sofrerá polarizações (polarizações atribuídas a fatores dominantes) .

O Futuro é o campo onde estão as estórias que queremos ouvir, mas esse querer sofre interferências do presente, pois são as sensações, idéias e situações presentes que modelam as estórias que achamos que vamos ouvir, sendo esse “achamos que vamos ouvir”, na verdade, o “queremos ouvir” disfarçado quando essas estórias não nos agradam.

O presente trabalha nessa modelagem também no passado, pois é no presente que recebemos as informações do passado, a situação no presente dita a classificação da estória recebida. Ele é como uma locadora de filmes, onde estão separados por corredores os filmes de comédia, drama, suspense, terror, musicais, pornôs e documentários, então dependendo do corredor que estamos (dependendo da nossa situação no presente) atribuiremos uma determinada classificação à estória. Assistimos no presente estórias alegres do passado e isso nos faz querer (achar que vamos) ver estórias alegres no futuro.

Mas é preciso perceber que o passado sempre estará visível, mas, a priori, não podemos chegar nele, a não ser de forma indireta (transmissão de informação submetida a “polarizações” de fatores dominantes). O “Passado Puro” assume um caráter de Inatingível. O futuro é probabilístico, variável, isso o torna Incerto. E o presente, um referencial co-móvel, é a cela da nossa prisão perpétua, que decide o que ouvimos (passado) e o que sonhamos (futuro), isso o torna Inevitável.

Sugiro, então, que o Passado e o Futuro  formam juntamente com o Presente uma  terna de variáveis de uma equação de estado, porém o Presente é o único que  podemos controlar, até certo ponto, pois é o nosso habitat, onde vivemos.

Se o passado te revolta e sonhas em modificar o futuro, terá que fazer isso no presente.

Se algo no passado te induz a desejar um determinado futuro, você terá que agir no presente.

Como diria o poeta…

Devido ao pouco tempo não vou me estender de mais nas palavras, visto que tenho mais o que fazer.

Mas precisava fazer o quanto antes esse singelo ato de admiração ao postar um Realejo em homenagem aos meus amigos do Bar do Doni, Sr. Luis Célio e Sr. Coxinha (além é claro do dono do estabelecimento, o Doni).

Das coisas que detesto, que não são muitas, uma que é corriqueira é falar de algo que eu já sei… Não importa a relevância do assunto, desde que me seja algo novo eu irei escutar e opinar com fervor.

E foram conversas “inéditas” as que encontrei no Bar do Doni com essa galera da velha guarda.

Nessa homenagem segue um hino de bar e logo após um hino de um boêmio, ambos do Poeta Noel Rosa.

Realejo do Dia…

Quero fazer isso.

Sobre os Autores

É incrível a capacidade poética de nossos respeitados, porém não respeitosos, Autores…

Devido a atual popularidade deste blog vamos tentar produzir um breve About daqueles que aqui escrevem.

escritor

Autor: PH

Características: Tem metade da visão do olho direito  comprometida e desenvolveu a técnica de matar gente com uma tampa de caneta BIC. É maracanausense desde menino e respeitado pelos 486 donos de bares que lá existem.  Estuda Física nas horas vagas e de sobriedade, nas horas vagas de embriaguez formula teorias e frases de âmbito sobrenatural.

Obras:

  • “Se faz de morto pra comer o cu das almas”. Nesse monólogo ele traz de forma brilhante o constante aperfeiçoamento da personalidade humana, que perante dificuldades, se adapta com o objetivo de superar as dificuldades de forma puramente intelectual.
  • “Traz a cerveja do cu da foca”. Essa obra científica usa de metáforas para relacionar os parâmetros biológico, físico e emocional dos Fenômenos Termodinâmicos na cavidade anal de uma Foca. Veja um testemunho: “A foca anda sempre se arrastando pelo chão, e o chão é de gelo, então nada mais gelado que o cú de uma foca… Os cervejeiros deveriam considerar essa possibilidade… Aew greenpeace! Beijomeliga.” (Manteremos o autor no anonimato).
  • “Ou vai, ou racha, ou o urubu caga bolacha?” e “Asa de frango, peito de galinha, quer ficar comigo dá uma risadinha”. Essas últimas são antologias poéticas que fazem uma leitura sociológica dos limites da dignidade humana ao se pôr diante de uma situação de paixão extrema com requintes de desejos selvagens.

Por hoje é só meus jovens… Espero trazer para vocês a analise de outros grandes gênios da literatura pré-escrita.

Breves comentários #2

Achei interessante esse GIF que vi no 100nexo que ele rotulou de uma ilustração do Grande Colisor de Hádrons (LHC-CERN).

Assim que o GIF rodou veio logo em minha mente aquelas pessoas medíocres, que, a fim de nivelar todas as pessoas ao seu mesmo nível de mediocridade, tentam nos convencer que devemos ensinar ciência de uma forma que elas chamam de “lúdica“.

Chamam de forma Lúdica, pois consideram qualquer atividade que requer pensamento crítico racional algo não divertido (e nem queira saber o que eles acham quando é necessário um formalismo matemático um pouco mais sofisticado)…

Logo acreditam que não vale a pena o esforço de pensar para ter acesso a uma descrição mais sutil do mundo, impossibilitando assim que as demais pessoas tenham acesso a esse mundo cheio de sutilezas fascinantes.

Bem… garanto que estou me preparando para que meus alunos mergulhem de cabeça nessas sutilezas, do micro ao macro, e tenham isso como uma atividade Lúdica.

Numa terra de fugitivos aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo.

(T.S. Eliot)

Insight do dia.

“Se você não encontrar sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo e vá ser feliz!”




Caneco Man?

Vários são os exemplos de coisas que fizeram sucesso e por tal sucesso existiram por muito tempo… Quando algo assim é protagonizado por crianças e obviamente a participação dessas crianças é de fundamental importância para a coerência e a propagação do sucesso então uma evolução temporal dessa coisa é realizada com mais detalhes, já que deverá acompanhar o crescimento das crianças…

Alguns exemplos podem ser citados como os filmes do Harry Potter, os seriados Everybody Hate Chris e Two and a half a Man, e por aí vai…

Então quem acompanha este blog de longas datas sabe da existência do sumido “Caneco Boy

Caneco Boy

Como já foi explicado antes ele aparece em posts contendo alto teor de frescura

Mas o tempo passa e as pessoas crescem, seria então adequado substituir o “Caneco Boy” por um  “Caneco Man” ?

Caneco Man

Eu particularmente acho que o “Caneco Boy” é uma marca registrada neste blog, então deveríamos conservá-lo por gratidão, mas que a evolução temporal é algo muito importante para uma estrutura causal coerente (sabe-se lá no que isso implica).

Façamos então o seguinte…

Quando o post for fresco, ou pouco fresco, usaremos o Caneco Boy, no caso de um post muito fresco usaremos o Caneco Man.

Fica assim estabelecido e obrigado pela opinião nula de vocês, eu gosto de decidir  as coisas assim, individualmente, pois é a forma mais garantida de obter unanimidade.

Filosofia Falcaniana

Estou seguindo o Falcão no twitter e com todo respeito aos grandes pensadores que sigo lá também, mas o Falcão tem uma filosofia muito peculiar que me inspira…

Lendo os diversos dizeres postados por ele no seu twitter cheguei até seu blog o qual achei muito interessante transcrever aqui neste espaço um post sobre eleição que achei muito pertinente…

É uma forma também de direcionar os leitores deste blog para uma divertida leitura no blog do Falcão.

Segue o Post: (Original em http://blogdofalcao.zip.net )

VOTE EM MIM E NÃO SE PREOCUPE!


É Batata. Toda vez que se avizinha um pleito eleitoreiro, sempre vem alguém para me propor uma candidatura a cargos quaisquer. Logo eu, que possuo alto grau de simancol e não tenho vocação para aproveitamentos situacionísticos, nem oposicionísticos. Para que você, votante leitor, saiba, já tentaram me cooptar até para uma postulância à presidência da república! Aí, eu até balancei perante a propositura, mas declinei do convite porque sei que há muita gente besta e presepeira que ia sufragar meu nome. Me elegeriam e eu estaria no mato sem cachorro, ferrado e mal remunerado. E muito mais lascado ficaria o país, com minha (des)governança.

Mas, e sempre tem um mas, que poderia muito bem ser um porém, ou, quem sabe, um todavia; para o caso de, um dia, eu cair na baboseira de me candidatar, e vocês cometerem a transloucura de me elegerem, eu prometo que:

- Renunciaria no dia seguinte;

- Puxaria uma praia para Minas Gerais e um braço de mar para mato Grosso do Sul, passando pelo Paraguai;

- Aí, aproveitaria e transplantaria Assuncion para o planalto central;

- Implantaria o serviço central de ar-refrigeramento em Teresina, Palmas, Jaguaribe, Sobral e Irauçuba;

- Melhoraria as estradas, tirandos as subidas e deixando só as descidas, para incrementar o economizamento de combustível. Seria o projeto Pró-banguela.

- Criaria o projeto Rapariga de Família, onde em cada lar ficaria uma moça dadeira, favorecendo para que o pai de família não precisasse se ausentar de casa para um evetual afogamento de ganso alternativo;

- Criaria o projeto Baitola do Quarteirão. Com essa benfeitoria, quem gostar da fruta homossexuável, pode usufruí-la nas proximidades de sua residência, sem correr o mesmo risco ao qual Ronaldo Fenômeno correu;

- E outras muitas ideias, que pululam em minha cachola, e que só benesses trariam ao nosso povo, enquanto população.

LEITORADO

* Cristovam – de Natal, Aline Sardinha, Nilton Cesar, Thiago Leonardo, Ulisses patriota, Dinho Paim, Petroneo Franco, Railson Lima Souza, Felipe Cotti, Rafael Dias, Edgar – de João Pessoa, Renato Martins, Marcos Satoru, Mauro Costa, Leocádio Tine e Gisele Azevedo – De alguma maneira gostaram, adoraram, se emocionaram, se solidarizaram e, por isso mesmo deram total apoio a causa cornocristã da nossa Igreja Triangular dos Cornos dos Últimos Dias. No que eu agradeço e reitero: aos cornos pertence o reino dos céus!

* Fernando Chaves, Engraçadinha, Rafael Fialho, Nelson Brandão, Andhora Santos, Carlos Sérgio e Flávio Souza – Elogiaram minha insígne pessoa, pra caralho, e disseram até acharem este recanto bloguístico, o supra-sumo do bom gosto e tal. Eu, do meu lado, acho a mesma coisa, se não for pior.

* Carlos Antônio – Quer, porque quer, comprar toda a minha obra lítero-musical. Só que eu não tenho, nem sei sei quem porventura venha a ter essa relíquia. Ajudem aí o Carlos!

* Clodoaldo – Diz que cansado de não achar material referente a minha capciosa obra, resolveu fazer um Songbook da dita cuja. Deve ser muito bom.

* O baixo nível da política brasileira é um dos mais altos do mundo.*

Aconselho a leitura dos demais textos do blog dele, além de segui-lo no twitter.


Boemia, a que me tens de regresso…

Ontem estava eu no Feitosa, bar de uma região acadêmica, muito respeitada, hostil, porém respeitada! Sozinho tomando umas, quando de repente chega a Luaninha, amiga da galera e que vive a nos servir com tantos paparicos (PH quem diga!) uma cerva beeeem gelada… Pagodão rolando, um sambêeenha… papo vai papo vem…

E peço a conta pra ver como estar o clima no Assis, saí do Feitosa com a Luaninha me prometendo mostrar-me umas fotos que tem no celular, dela! Fiquei eu pensando no alto teor sarcástico de minhas idéias, que menininha safada!, Bem fui para o Assis, outro estabelecimento de uma alta entropia, principalmente ontem, pois tive a honra de beber com nosso amigo Marcio André. Em pouco tempo alguns amigos chegando à mesa, umas gatiêêênhas, e tal…

Papo vai, papo vem… acaba a música ao vivo, e  Dr.Marcio diz, Cadêê a viola Facó????????????

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

PQP, porque é que eu num ando com a  porra do violão no carro!

Dois violões em casa, pra que meu Deus, pra que…

Nessa hora me senti  juvenil na arte da PUtariazinha…
É a vida né, fazer o que, não teve violão, nem esticada da comédia, mas fui intimado a comparecer no Boy, ainda não conheço, mas com certeza deve ser massa!

Como é que é mesmo o lance da panelada???

Bem esqueci, deve ser a ressaca de ontem, cheguei 3:00h em casa! Trabalhando bem bonzim aqui, desde às 06:40 da manhã!

Abraço.

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